quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dia do Blogueiro

É com imensa satisfação que percebo o silêncio da grande mídia em relação ao lançamento do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., Privataria Tucana, pois não me recordo de outros momentos nos quais os que deviam se calaram e se sentiram mais acuados como agora. Quietos em seus poleiros, nem sequer ousaram a carcarejar.

Mas desse silêncio, reconheço que algo excepcional aconteceu junto. Apesar do silêncio da grande mídia, a informação repercutiu pelas novas mídias e chegou à grande massa da população, ainda não há todos, mas àqueles que já não são mais censurados pela exclusão digital. Sejam elas de qualquer orientação política, as pessoas foram informadas pelos blogueiros através de suas páginas e das redes sociais.

Devido a esse contraste, vê-se que ser blogueiro não é ser jornalista. O blogueiro não noticia, informa, ao contrário do jornalista, para o qual observamos que a notícia, infelizmente, está sendo mais importante que a informação. (Subentenda-se o termo noticiar aqui descrito como o exercer da atividade jornalística conforme descrito no Art. 2º da Lei que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista, referia abaixo).

No último dia 30, acompanhamos no Senado a votação em 1º turno da PEC 33/2009, conhecida como a PEC dos jornalistas, que versa sobre a exigência de curso superior de comunicação Social, com habilitação em jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista.

Dessa PEC, independente de sermos a favor ou contra, apenas será definida a obrigatoriedade do diploma, em oposição à decisão do STF (17/06/2009) sobre o assunto, porém a lei que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista continuará a mesma, Lei de 17 de out. 1960, que confere novos artigos ao Ato Institucional nº 16 combinado com o Ato Institucional nº 5.

Onde eu quero chegar. Não existe Blog na televisão ou no jornal impresso. Blog é uma estrutura de informação suportada exclusivamente em ambiente virtual, na internet. E a lei de 1960 sequer poderia supor da existência desse suporte. Mudar ou não a Constituição, ao blogueiro, nada mudará. Ou seja, o Blogueiro não é jornalista quando escreve em um Blog, é simplesmente blogueiro, legalmente falando não é nada. É apenas um vinculador de informação.

Não somos nada, mas temos uma função: Blogar.

O que seria, portanto, Blogar? Blogar é a ação de informar sem a necessidade de noticiar a informação.

E justamente, por isso, os blogueiros conseguiram informar de forma excepcional o lançamento do livro Amaury Ribeiro Jr..

O que proponho é reconhecer essa função de blogueiro. Não formalizá-la ou legalizá-la, pois essas características são atribuídas ao jornalista. Mas apenas reconhecê-la pela utilidade e revolução que a trás junto consigo. Proporia, então, o Dia do Blogueiro.

Vou um pouco além. Sugeriria uma data, dia 1º de abril. - Por que essa data? - Não temos uma data significativa à Blogosfera Brasileira; internacionalmente, temos as datas do primeiro blog criado e da primeira citação do termo, porém elas não são significativas a nossa cultura. Já a data 1º de abril, conhecida como o Dia da Mentira, é simbólica e também permite a reflexão sobre a veracidade da informação.

FONTES:
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